NOTÍCIA

A Valor Magazine entrevistou a CEO da PMT para uma conversa sobre o percurso da empresa, os desafios atuais da engenharia e a importância crescente das equipas qualificadas num setor em constante transformação.
Desde o início, a PMT construiu o seu caminho com base em três pilares que permanecem até hoje: perseverança, rigor técnico e uma equipa unida. A CEO relembra os primeiros tempos, marcados por dificuldades e decisões exigentes, mas também por uma motivação inabalável: “Houve dias em que tinha literalmente 1 euro na conta bancária, mas nunca desisti. E nunca estive sozinha. Tive a sorte de encontrar profissionais excecionais, que vestiram a camisola desde o primeiro dia e que ajudaram a construir a cultura de compromisso coletivo que hoje nos distingue.”
Essa cultura — assente na proximidade, no respeito e no bem-estar das pessoas — é hoje uma das principais forças da PMT, sustentada também por uma equipa de gestão que trabalha diariamente para promover ambientes saudáveis e colaborativos.
Uma abordagem integrada com o cliente
Na entrevista, a responsável destaca ainda a visão da PMT relativamente ao trabalho com clientes. Para a empresa, projetar, fiscalizar ou gerir uma obra significa trabalhar lado a lado com quem a idealiza.
“O projeto não é dos projetistas, é do cliente. O nosso papel é transformar necessidades em soluções, e isso só acontece quando o cliente participa ativamente em todas as fases”.
Esta abordagem permite criar soluções ajustadas à realidade, ao uso do espaço e às expectativas de quem o vai operar.
Versatilidade técnica e capacidade de adaptação
O portefólio da PMT inclui obras públicas e privadas, desde moradias a creches, hotéis, edifícios de serviços e infraestruturas de grande dimensão. Esta diversidade demonstra a capacidade da empresa de assumir desafios distintos, mantendo sempre o mesmo compromisso: entregar soluções eficientes, seguras e tecnicamente sólidas.
“Independentemente de estarmos a projetar uma moradia, a fiscalizar um hotel ou a acompanhar uma infraestrutura pública, o objetivo é sempre fazer bem”, reforça Manuela Timóteo.
Formar talento como estratégia de futuro
Numa altura em que o setor continua a enfrentar escassez de mão de obra qualificada, a PMT aposta na formação contínua — interna e externa — como ferramenta estratégica para desenvolver talento.
“Acreditamos que mesmo quem chega menos preparado pode evoluir. O importante é criar condições para aprender, crescer e alcançar o máximo potencial técnico.”
Um setor que evolui, mas que ainda precisa de modernização
Manuela Timóteo destaca também os desafios que persistem no mercado da engenharia e construção. Apesar de a atividade ter aumentado, isso não significa estabilidade.
A falta de modernização de processos — nomeadamente no Código dos Contratos Públicos — e a valorização quase exclusiva do preço continuam a dificultar a competitividade de empresas que investem consistentemente em qualidade, certificações e formação técnica.
“Tal como existe um sistema de classes e alvarás para empreiteiros, deveria existir algo semelhante para empresas de fiscalização e projeto. O preço não pode ser o único critério.”
Leia a entrevista completa.
